News and Events

15 jun Brasil: Protestos em 23 estados e Distrito Federal

A greve geral de um dia, teve adesão ampla de dezenas de categorias e efetivamente sacudiu o país, com protestos massivos contra a reforma da previdência e os cortes na educação. Em Salvador por exemplo, 98% das frotas de ônibus não sairam das garagens, paralisando efetivamente a cidade. Em Porto Alegre 51 manifestantes foram detidos pela Polícia Militar, nos protestos ainda de manhã. Rio de Janeiro Cerca de 50 mil pessoas marcharam da Candelária em direção à Central do Brasil contra a reforma da previdência e os cortes na educação. Mas havia um cerco armado pelo exército e polícia militar em frente ao Pantheon de Caxias, sede do Comando Militar do Leste onde atua o General Braga Neto, comandante da Intervenção militar no Rio de Janeiro. O ato foi dispersado com muita violência, com uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo aleatoriamente contra a multidão, que tinha a presença de crianças e idosos. Como de costume, a PM do Rio saiu à caça aos manifestantes pelas ruas do centro. Em breve publicaremos outras cidades e demais relatos sobre os atos pelo Brasil.

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28 maio [RJ] Cinco policiais foram absolvidos no “Caso Providência” de 2015

O caso ficou conhecido em 2015 quando um vídeo filmado com celular por uma moradora, flagrou policiais colocando uma arma na mão de um jovem e efetuando dois disparos Eduardo Felipe tinha 19 anos e foi baleado em setembro de 2015 por policiais da UPP do Morro da Providência, zona central da cidade. O que seria “apenas mais um caso” de morte em confronto, imediatamente se tornou do conhecimento de todos, depois que viralizou nas redes sociais um vídeo, em quê os policiais apareciam colocando uma pistola na mão do jovem, já morto no chão, e efetuando dois disparos. Claramente para deixar vestígios de pólvora em sua mão, o que, segundo perícia forense, poderiam reforçar a versão policial de que Eduardo fora morto em confronto e que os agentes foram recebidos com tiros na região. Veja o Vídeo: Kit Flagrante A prática da Polícia Militar do Rio de Janeiro em alterar cenas de crimes é historicamente denunciada por ativistas e defensores de direitos das favelas da cidade. Os relatos e denúncas dão conta de situações que se tornaram corriqueiras. É morrer um jovem, e imediamente aparecem drogas, armas, rádio comunicadores e demais elementos em volta do corpo, que constrõe a narrativa que a mídia em geral repete: “policiais foram recebidos a tiros e revidaram” ou “suspeitos foram mortos em confronto”. O pessoal nas favelas chama de “kit flagrante’ e é com ele que policiais vão criar provas para seus depoimentos. Não são poucos os vídeos em que policiais aparecem carregando corpos enrolados em lençóis para dentro de viaturas e veículos

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13 maio #VídeoDaSemana: Vidigal – Rio de Janeiro

Após uma manhã de intensos tiroteios no Morro do Vidigal, zona sul do Rio, um vídeo de celular de um morador repercutiu nas redes sociais Nele aparecem policiais militares colocando um homem ferido na caçamba da viatura, enquanto disparos são efetuados. Ao final do vídeo um policial militar intimida o morador que estava efetuando a filmagem que imediatamente deixa de filmar.                   O celular se tornou uma ferramenta fundamental no contexto das favelas do Rio de Janeiro. É ele que expõe o cotidiano de violência e medo que assola a população mais pobre da cidade. E frequentemente vemos policiais intimidando e ameaçando moradores que usam seus smartphones para gravar os abusos que presenciam em suas comunidades. Para saber como usar seu celular para defesa de direitos Clique aqui . E saiba como defender o seu direito de filmar clicando aqui . Veja o vídeo repercutido nas redes sociais e imprensa.    

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13 maio #R2R – coletivos de todas as regiões do Brasil se reúnem em Niterói – RJ pelo #direitodefilmar

Cerca de 35 integrantes de grupos de comunicação e direitos humanos de todas as regiões do país, se reuniram para discutir estratégias de uso do vídeo para defesa de direitos O encontro #R2R – Pelo Direito de Filmar – contou com representantes de Belém, Santarém, Fortaleza, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasilía e Porto Alegre. Todos comunicadores e defensores de direitos em suas regiões. Ao longo de 4 dias de atividades os participantes puderam compartilhar experiências locais de uso do vídeo como ferramenta de luta social, e participar de atividades de formação da WITNESS, para qualificar suas capacidades. No primeiro dia grupos do Rio de Janeiro e São Paulo, que usam o vídeo para documentar a violência policial no contexto da “guerra às drogas” nas favelas e periferias, compartilharam suas práticas e experiências. Grupos como Coletivo Papo Reto, Defezap, Redes da Maré, Data Labe, Craco Resiste e Tulipa Negra, mostraram seus vídeos e ações locais, e foram acompanhandos pelo NUDEDH (Núcleo de Defesa de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio de Janeiro), que comentou também sobre o crescente risco ao direito de filmar. No segundo, foi a vez da região Norte mostrar como os grupos estão usando a mídia e o audiovisual para apoiar as lutas das comunidades na Amazônia, com apresentações da Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia, Coletivo Jovem Tapajônico, CIMI e Greenpeace. E também a região Nordeste, que  esteve representada pela Rede Rocheda, que em Fortaleza usa o vídeo para documentar e fomentar as expressões culturais periféricas e elevar a auto estima de suas

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26 mar Rio de Janeiro: A rotina de violência policial e os vídeos de celular

Segunda-feira (25) mais um vídeo de violência policial viralizou nas redes sociais. Mais uma vez a polícia militar do Rio de Janeiro encenando seu papel no espetáculo da violência diária Um policial do 17º BPM aparece em um vídeo de celular ameaçando moradores e disparando para o alto, na localidade conhecida como Vila Joaniza, Ilha do Governador – zona norte do Rio. As imagens são de sábado passado (23), ao fim de uma operação. Moradores alegaram no momento que um dos baleados era um trabalhador inocente, sem envolvimento com o tráfico, e portanto exigiam que o socorro fosse chamado prontamente. Diante da indiferença policial, moradores se manifestaram contra os policiais. Um dos policiais é registrado em vídeo dizendo: “Fica de graça mesmo, filho da p*. Fica de graça. Tá pensando o quê? Acabou a bagunça nessa p*. Vai tomar no c*”, depois de atirar para o alto. O policial é flagrado subindo no estribo da viatura policial, efetuando um disparo de fuzil com apenas uma das mãos, colocando a vida de dezenas de inocentes e crianças em perigo e ainda finaliza com uma ameaça: “Você vai ser o próximo”. Banal X Brutal? O massacre diário a quem vêm sendo submetidos os moradores de favelas do Rio de Janeiro, no meio do fogo cruzado da dita “guerra às drogas” parece conformar um círculo vicioso que não tem fim. Em geral, a mesma fórmula: tipo suspeito, auto de resistência, mais uma morte justificada pela corporação policial e pela imprensa, mais alguns vídeos nas redes sociais. E amanhã é outro dia, e já teremos

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