REVIDE

12 dez Inscrições abertas para a REVIDE – Escola de vídeo para defesa dos territórios

A iniciativa busca jovens da comunicação indígena do Norte e Nordeste para uma formação em audiovisual que fortaleça denúncias de violações e conflitos ambientais em suas comunidades. A WITNESS está com uma convocatória aberta para jovens que atuam com comunicação indígena no Norte e Nordeste do país. A seleção é para participar da REVIDE – Escola de Vídeo para Defesa dos Territórios, um programa de formação em audiovisual e tecnologias digitais como ferramentas estratégicas para a proteção de territórios e maretórios. O foco das atividades são pessoas com conhecimentos e experiências prévias em comunicação, com interesse em produzir peças audiovisuais para narrar violações, denunciar conflitos ambientais e fortalecer a luta por justiça climática em seus territórios. O processo seletivo dará prioridade a pessoas que atuam com comunicação, ativistas e militantes entre 18 e 30 anos, vinculadas a organizações de base, movimentos sociais, coletivos e associações comunitárias e populares das regiões Norte e Nordeste — especialmente aquelas que vivem em comunidades afetadas por violações de direitos e conflitos territoriais e ambientais. A formação será realizada de forma online e incluirá uma etapa de atividade presencial para as pessoas selecionadas. As pessoas participantes serão equipadas para documentar, preservar, divulgar suas lutas e conflitos e produzir materiais audiovisuais com o objetivo de impulsionar a atenção pública e a responsabilização. Além disso, receberão formação em educação popular para elaborar planos de aula e replicar a metodologia apresentada na formação em seus territórios. A WITNESS oferecerá recursos e suporte metodológico para que quatro participantes implementem a REVIDE em suas comunidades. O formulário de inscrição pode

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29 nov WITNESS e projeto AfrOrigens lançam Guia de Filmagem Subaquática

A WITNESS e o projeto AfrOrigens lançaram em novembro o Guia de Filmagem Subaquática, material que reúne orientações técnicas e recomendações práticas para a coleta de evidências audiovisuais debaixo d’água. Disponível em português e inglês, o guia busca apoiar comunidades e grupos de pesquisa na proteção de territórios, na defesa de direitos e na preservação da memória histórica, ampliando o uso do audiovisual como ferramenta de documentação ambiental. Desenvolvido como uma ferramenta política e pedagógica, o guia apresenta métodos para registrar ambientes submersos que muitas vezes não são visíveis a olho nu. Entre os temas abordados estão o planejamento de filmagens seguras, técnicas para produzir imagens estáveis e estratégias para registrar cenas relevantes em ações de denúncia, monitoramento ambiental e investigação histórica. Para quem pretende registrar ambientes subaquáticos pela primeira vez, o material oferece orientações de planejamento prévio, práticas seguras antes e durante a entrada na água, cuidados com correntes e condições climáticas, além de recomendações para preservar as imagens obtidas.  Para Natalie Hornos, gestora de programa da WITNESS, o lançamento do guia em parceria com o AfrOrigens é importante para apoiar a investigação de crimes ambientais, a comprovação de violações, o registro de acontecimentos históricos e o fortalecimento do conhecimento comunitário sobre os ecossistemas aquáticos. “As imagens produzidas são registros poderosos para revelar histórias que foram apagadas. Por isso que apoiamos métodos e iniciativas de registros que fortalecem lutas por justiça e reforçam a defesa de territórios tradicionais”, destaca.  Com o aumento das violações ambientais em rios, mares e comunidades costeiras, registrar e denunciar abusos torna-se uma prática cada

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Favela do Alemão

29 out Segurança pública não se faz com sangue

A operação mais letal da história do Rio de Janeiro, a Operação Contenção, nesta terça (28), expõe o fracasso e a violência estrutural da política de segurança no estado e coloca a cidade em estado de terror. A chacina que se desenrola desde as primeiras horas desta terça-feira (28), nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, inscreve-se em um longo e trágico histórico de matanças cometidas por forças policiais no estado — apresentadas, equivocadamente, como política pública. Até o momento, já são 121 pessoas mortas em uma única operação — a mais letal da história do Rio de Janeiro.  A perda massiva de vidas reitera o padrão de letalidade que caracteriza a gestão de Cláudio Castro, governador que detém o título de responsável por quatro das cinco operações mais letais da história do Rio de Janeiro, superando seus próprios recordes anteriores registrados no Jacarezinho (2021) e na Vila Cruzeiro (2022). O que o governador Cláudio Castro classificou hoje como a maior operação da história do Rio de Janeiro é, na verdade, uma matança produzida pelo Estado brasileiro.  Ao longo dos quase 40 anos de vigência da Constituição Federal, o que se viu nas favelas fluminenses foi a consolidação de uma política de segurança baseada no uso da força e da morte, travestida de “guerra” ou “resistência à criminalidade”. Trata-se de uma atuação seletiva, dirigida contra populações negras e empobrecidas, que tem no sangue seu instrumento de controle e dominação. Não há nela elementos que efetivamente reduzam o poderio das facções criminosas

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30 set Curso online e gratuito ensina como filmar violência policial no Brasil

Iniciativa da WITNESS oferece sete videoaulas no YouTube com orientações práticas de segurança, ética e filmagem para fortalecer denúncias de violações de direitos humanos Em outubro, a WITNESS lança um curso online gratuito sobre como filmar e denunciar violência policial no Brasil. O objetivo é apoiar organizações comunitárias, coletivos de comunicação e pessoas defensoras de direitos humanos com técnicas seguras e éticas de filmagem que possam contribuir para a busca por justiça. Ao todo, serão sete videoaulas lançadas semanalmente, publicadas no canal da WITNESS no YouTube, que tratam desde aspectos técnicos de gravação até cuidados de proteção e segurança digital. Cada aula é independente e pode ser assistida separadamente, de acordo com o interesse de quem participa. Há mais de 10 anos, a WITNESS realiza treinamentos e oficinas sobre violência policial nas comunidades periféricas urbanas de diversas regiões do Brasil. Ao longo desse período, acumulou metodologias, abordagens e conteúdos pedagógicos que auxiliam as comunidades e organizações comunitárias que sofrem com a violência policial no país a filmar e a denunciar o abuso do Estado em suas comunidades. “Registros audiovisuais bem feitos aumentam significativamente as chances de violações de direitos humanos serem levadas à justiça. Um vídeo pode expor abusos, contestar versões oficiais, evidenciar excessos policiais e fortalecer a luta por transparência e reparação às vítimas”, afirma Natalie Hornos, gerente de programas da WITNESS no Brasil. Apesar disso, Natalie explica que muitas vezes, mesmo com provas registradas, policiais e outros agentes públicos permanecem impunes. Por isso, ela reforça que capacitar comunidades para registrar e organizar essas denúncias é fundamental. Importância dos

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Oficina de audiovisual comunitário

16 jun Audiovisual como ferramenta de luta e memória no Quilombo do Bracuí

Oficina promovida pela Witness fortalece o uso do vídeo como instrumento de resistência e preservação cultural de jovens quilombolas e indígenas No último mês de maio, a Witness esteve no Quilombo Santa Rita do Bracuí, em Angra dos Reis (RJ), para realizar uma oficina de audiovisual voltada a crianças e jovens da comunidade. A atividade contou também com a participação de jovens indígenas Guarani Mbya, moradores da região, reforçando a importância das alianças entre povos tradicionais na defesa de seus direitos e territórios. Durante dois dias intensos de trocas e aprendizados, os participantes se aprofundaram no universo da linguagem audiovisual com foco especial na prática de edição. A oficina deu continuidade a uma formação anterior da Witness, voltada à experimentação com câmera, captação de som e registros orais. Nessa segunda etapa, os participantes construíram coletivamente um roteiro e vivenciaram a experiência de montagem de um material audiovisual, a partir de imagens gravadas anteriormente e de arquivos enviados pela própria comunidade. Antes da oficina, foi realizada uma coleta de registros feitos por moradores com o objetivo de trabalhar essas imagens, construir narrativas coletivas e reforçar a importância de preservar esses materiais como memória viva. No futuro, esse acervo poderá não apenas guardar as expressões culturais da comunidade, como também servir para denunciar violações e ameaças ao território. Durante a atividade, ainda foi possível colocar a mão na massa para registrar uma celebração tradicional que acontecia na comunidade e complementar com mais imagens o vídeo que estava sendo montado. A proposta da formação foi oferecer recursos técnicos e criativos para que os

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