Author: portugues

03 dez O Caso Paraisópolis e os vídeos como prova da violência policial

No último domingo, nove pessoas morreram pisoteadas e outras 12 ficaram feridas durante ação policial no baile funk de Paraisópolis, zona sul de SP. Quase cinco mil pessoas estavam no baile funk quando a ação policial provocou o caos na região. Os vídeos divulgados nas redes sociais evidenciam a disposição da policia, de matar aqueles que simplesmente curtiam um lazer. Até quem não vive na favela sabe que o funk é cultura que retrata uma realidade popular. A Alma Preta, agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil publicou um editorial que além de denunciar a covardia da política que insiste em perseguir e matar, escancara a seletividade midiática em retratar a resistência negra, periférica e favelada. O funk é uma cultura de expressão preta, periférica e favelada. Ritmo da realidade, o papo reto de quem resiste todos os dias. Sim, os jovens funkeiros, os chavosos, resistem diariamente… e não só porque insistem em perpetuar um ritmo de música discriminada, mas por continuarem respirando, afinal, a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Mais uma vez, os vídeos que escancaram o modo de operação da polícia viralizaram na internet   Os celulares vem cumprindo um papel fundamental na documentação da violência institucional, eles estão presentes em todos os bolsos, também são usados como ferramenta de compartilhamento pra dentro e fora da favela. É dentro dos chats de moradores que as pessoas alertam dos riscos para quem está na rua. É com o mesmo aparelho que grupos interagem com a imprensa local e organismos de direitos humanos, para

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27 nov [América Latina e Caribe] Celulares e Câmeras para denunciar a violência de estado

Vito Ribeiro – Witness Brasil Final de ano tenso ao sul do continente americano, com golpes de estado, protestos massivos, levantamento popular e muita violência por parte das polícias e forças armadas Equador, Chile, Bolívia, Colômbia, Peru e Haití foram / e estão sendo, palcos constantes de protestos massivos por parte de movimentos sociais, indígenas, sindicatos e estudantes, que sacudiram o continente neste finzinho de ano.  Com cenários específicos em cada região, porém semelhantes estruturalmente, a população desses países se levantou contra governos tiranos, aumento do custo de transporte, golpes de estado, denúncias de corrupção, mega-projetos extrativistas, e colocou milhões de pessoas nas ruas de diversas cidades, tensionando os pilares do poder, e resgatando demandas sociais históricas do povo. Em geral o pacote de reação dos governos foi basicamente o mesmo: decretar estado de emergência, toque de recolher, criminalizar os movimentos sociais acusando-os de terrorismo, e aplicar uma verdadeira política de extermínio dos manifestantes, sob a desculpa de “contenção de distúrbio”. Deixando milhares de detidos, cegos, feridos e mortos, em um amplo emprego de armamento letal e “não-letal”, aparatos de guerra, blindados, drones e tecnologia de controle de informação.  Os números são alarmantes se somamos todos os eventos em diferentes países, considerando sempre que essa documentação de dados sofre com a ocultação e manipulação de informações por parte das polícias e órgãos públicos. Por isso organizações de direitos humanos locais e internacionais tem resistido para verificar e denunciar diariamente, atualizando os dados sobre as vítimas da violência policial e militar. Só no Chile por exemplo, o Instituto Nacional de Direitos

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17 out RELATÓRIO DA WITNESS MOSTRA OS DESAFIOS ENFRENTADOS PARA COMBATER AS DEEPFAKES

A WITNESS, organização global que promove o uso de vídeos e tecnologia na defesa dos direitos humanos, apresenta nesta quarta-feira, 16 de outubro, o relatório “Deepfakes no Brasil – Prepare-se agora”, baseado no trabalho realizado no Brasil, mas fundamentado no trabalho global da organização de fornecer informações sobre deepfakes e como se preparar para elas. Deepfakes são maneiras novas de criar com mais facilidade, vídeos e áudio realistas de pessoas fazendo ou dizendo coisas que nunca fizeram. No caso de deepfakes, os casos mais comuns envolvem violência baseada em gênero com imagens sexuais não consensuais em sites pornográficos, mas as ameaças já começaram a se aprofundar para outros públicos. “Será cada vez mais fácil e comum usar a inteligência artificial para manipular vídeos ou áudios com perfeição. Precisamos estar atentos e preparados, mas não em pânico. Agora é a hora de garantir que as pessoas certas sejam ouvidas no Brasil e no mundo todo, e saber o que eles temem e que soluções exigem. Precisamos nos defender do risco de que todas as informações verdadeiras sejam colocadas em dúvida ou que um volume crescente de informações falsas oprima jornalistas, agências ou grupos que verificam informações ou atrapalhem ainda mais nossa esfera pública”, disse Sam Gregory, diretor de programas da WITNESS. O Brasil é um dos países que mais sofre com o compartilhamento de “fake news” segundo pesquisa divulgada no ano passado, semanas antes da eleição, pelo Instituto Ipsos, o Brasil é o país no mundo em que a maioria das pessoas acredita em notícias falsas (62% da população). É importante

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08 set DEFENSORIA VAI AO STF CONTRA CENSURA NA BIENAL

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro protocolou na noite de ontem (7) Reclamação Constitucional com pedido de liminar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a suspensão da medida que impedia o município do Rio de buscar e apreender obras expostas na Bienal do Livro por suposto conteúdo impróprio, sobretudo os de temática LGBT+. O principal argumento dos defensores é o de que o Tribunal de Justiça do Rio usurpou a competência do STF ao derrubar a liminar, expedida ainda na sexta-feira pelo desembargador Heleno Ribeiro Pereira Nunes, que garantia a plena realização do evento. De acordo com o documento protocolado pela Defensoria, ao conceder a liminar, o magistrado exerceu “controle de constitucionalidade e fundamentou que o ato praticado pelo Município afronta, aparentemente, princípios constitucionais pertinentes à liberdade de expressão”. Sendo assim, “a suspensão de segurança contra essa decisão deveria ter sido manejada perante o Supremo Tribunal Federal, órgão constitucionalmente incumbido da interpretação das normas da Carta Magna”. No entanto, a liminar foi cassada na tarde de sábado pelo presidente do próprio Tribunal de Justiça do Rio. Assinado pela Coordenação de Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Cdedica) e pelo Núcleo de Defesa dos Direitos Homoafetivos e Diversidade Sexual (Nudiversis), o documento ressalta a legitimidade da Defensoria na causa, haja vista que a proteção integral às crianças e aos adolescentes é uma de suas funções institucionais típicas, bem como da população LGBT+, grupos vulneráveis assistidos da Defensoria Pública, por expressa previsão do art. 4.º da Lei Complementar 80/94. “O ato ilegal praticado pelo Município do Rio de

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06 set Chamada para oficina de vídeo #MOJO

A #WitnessBrasil, em parceria com o Favela em Pauta e Bombozila apresentam: Oficina gratuita de #MOJO Mas tem é muita gente perguntando… Afinal, o que é MOJO? MObilie JOurnalism é a capacidade de produzir conteúdo jornalístico utilizando o celular em todas as suas etapas. Você acha possível gravar um vídeo, editar e publicar com o seu próprio celular? Se inscreve aqui e inova com a gente!  [LINK PARA INSCRIÇÃO – https://wit.to/cursoMOJO] >> Oficinas de Vídeo Com Celular << Quando? SET / OUT / NOV Onde? Rio de Janeiro (Glória e Centro) Quanto? 0800 Quem? Comunicadores comunitários, documentaristas independentes e defensores de direitos humanos e outros com interesse no tema   Facilitadores: Daiene Mendes e Vito Filmmaker —  Vamos abrir mais uma sequência de oficinas de #MOJO (uso do celular para produção de jornalismo comunitário, curta-documentários, video ativismo e vídeo como prova) na Glória – Rio de Janeiro. Chega aqui >> https://wit.to/cursoMOJO   RESPOSTAS IMPORTANTES: 1 – Quem fez o módulo de Jornalismo Mobile do curso TAMBOR da Radio Mutirão e Bombozila em 2018 pode participar, porque as oficinas também vão funcionar como “atualização” e estará cheia de novidades, apps e conceitos novos; 2 – Essa jornada será inicialmente no Rio de Janeiro, mas queremos receber mensagens de pessoas em outras praças para gente pensar em possibilidade de levar pra outros lugares; 3 – Neste módulo também vamos ver conteúdos de Vídeo Como Prova e documentação de violações de direitos humanos da Witness Brasil; 4 – Também vamos trabalhar com conceitos de “visual storytelling” e “scrollytelling”; 5 – Para participar a

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10 jul Um usuário da plataforma criou um novo filtro de montagens para stories no instagram, veja como usar!

O Instagram é uma das redes sociais mais utilizadas no Brasil e vem investindo bastante em novos recursos, principalmente com os seus “adesivos”, que até trouxeram a possibilidade de adicionar músicas em suas Stories. Além deles, outra novidade implementada pelo Instagram há pouco tempo foi para os “filtros”, onde usuários podem disponibilizar até jogos para rodarem no app. Veja também:Vídeo: aprenda a usar o adesivo de bate-papo do InstagramComo pedir a recomendação de músicas no InstagramComo colocar música nas postagens do InstagramComo enviar uma imagem autodestrutiva no Direct do Instagram Se você não resiste a uma boa brincadeira e gosta de fazer montagens, gostará de saber que agora existe um filtro, que funciona como um verdadeiro pacote de memes. A seguir, veja como utilizar o filtro de pacote de memes do Instagram. Importante Assim como foi dito acima, diferente do que ocorre com os adesivos, os filtros do Instagram são disponibilizados por outros usuários. Desta forma, você só precisa ter o aplicativo da rede social atualizado para a sua última versão sem depender da função ser liberada. Como usar o pacote de memes do Instagram Utilizar o pacote de memes do Instagram acaba sendo uma tarefa bem simples, sendo bem similar a utilização de outros filtros. Confira: Abra o aplicativo do Instagram normalmente e procure pelo perfil do “igorsaringer”;   Ao entrar no perfil dele, toque em “FILTERS” e navegue pela seleção de filtros até encontrar o “Pack de memes de igorsaringer”; Agora, toque em um dos pacotes desejados conforme mostra a imagem abaixo e use a opção “Experimentar”; Na

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22 dez Não é o mais seguro, mas todo mundo usa – WhatsApp

Agradecemos a Gabriela Ivens, bolsista da WITNESS-Mozilla, por contribuir com a seção sobre backups na nuvem e a todos os parceiros da WITNESS e defensores dos direitos humanos que compartilharam experiências de uso do WhatsApp que foram fonte deste artigo.  “WhatsApp, WhatsApp? ”, Ativistas e jornalistas de todo o mundo usam o WhatsApp para se  comunicar e compartilhar mídia e informações relacionadas aos direitos humanos.  Embora o WhatsApp não seja, necessariamente, a opção mais segura, achamos extremamente importante compartilhar dicas de redução de danos para esse aplicativo. O WhatsApp é incrivelmente popular, tem criptografia de ponta a ponta, e, às vezes, é até mesmo gratuito ou muito barato nos pacotes de dados móveis oferecidos pelas operadoras de telefonia em muitos países. Mas o WhatsApp não tem alguns recursos importantes, conforme discutiremos abaixo ─ e, se você não estiver fazendo o uso correto deste app, pode estar colocando a si mesmo e aos outros em risco. Você ainda usa o WhatsApp? Então deve usá-lo da forma mais segura possível. O WhatsApp tem uma criptografia de ponta a ponta ativa para indivíduos e grupos. Isso significa que o conteúdo das mensagens só pode ser lido por quem os escreve e por quem os recebe e não por qualquer intermediário – nem mesmo por qualquer agente público ou privado, que possa fazer pedido legal ao WhatsApp para ter acesso aos seus dados. No entanto, existem muitos meios dessa criptografia falhar. Segurança é um problema da comunidade Em primeiro lugar, independente do quanto você cuide da sua segurança, você também está confiando na segurança

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19 nov 3 dicas para aumentar o envolvimento do público durante as transmissões ao vivo no Facebook

Transmissão ao vivo é um dos formatos de conteúdos que mais gera engajamento na Internet. Parece que é só receber a notificação dizendo que alguém está ao vivo para nascer aquela vontade quase incontrolável de clicar na notificação e conseguir acompanhar uma história, no imediato momento em que ela acontece. O MobilizaJá (Mobil-Eyes-Us, em inglês) explora esse potencial de mobilização e participação que as transmissões ao vivo possuem. A partir das ações individuais e coletivas, que podem ser tomadas pelo público, esta iniciativa pesquisa, estimula e apoia transmissões ao vivo de mídias comunitárias no Brasil e nos Estados Unidos. O objetivo é sempre tornar as pessoas partes ativas das transmissões que assistem, permitindo que elas demonstrarem solidariedade e tomem ações concretas, como foi feito, por exemplo, no projeto piloto durante as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Além disso, nós acompanhamos, pelo menos, 18 transmissões ao vivo feitas por ativistas do Rio de Janeiro e de favelas de outras cidades do Brasil nos protestos, marchas e até streamings com evidências sobre violações de direitos. Com base nas experimentações que fizemos no aplicativo Mobil-Eyes-Us, compartilharemos uma série de dicas e boas práticas que funcionaram e possuem boas possibilidades de gerar engajamento. Neste primeiro post, iremos abordar a preparação do streaming, o momento anterior à transmissão em si. Então, chega de história e vamos às dicas:   DICA 1 – Defina com antecedência o horário de sua transmissão. Se você está planejando transmitir uma sessão previamente agendada, separe um tempo para se planejar e permitir também que seu público se planeje

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