News and Events

11 ago Amazônia: Audiovisual na luta pela defesa dos territórios indígenas

Povos indígenas da Amazônia brasileira utilizam vídeo e tecnología de monitoramento para proteger seus territórios do ataque de madereiros, garimpeiros, pescadores e caçadores ilegais Encorajados pelas políticas públicas do setor, e sobre tudo pelo discursos do presidente Jair Bolsonaro, os ruralistas avançam com tudo pra cima dos territórios indígenas homologados. As tensões nas terras indígenas se tornaram assunto frequente na imprensa, com mortes brutais e uma rotina de intimidações e ameaças, que agravam totalmente o cenário, que já era complicado historicamente. O presidente assumiu uma narrativa de “desproporcionalidade” insinuando que os povos indígenas dispõe de extensões de terras que não necessitam, mas no fundo, lhe cabe qualquer desculpa para justificar que seu governo é uma guerra declarada contra os direitos desses povos, e um ataque frontal às suas soberanias como nações. Na Amazônia brasileira, as tensões se extendem por todos estados, afetando diferentes povos, impactados pelo pacote de exploração predatório do agro negócio e da mineração, e por todo o conjunto de efeitos colaterais que a exploração trás, como prestadores de serviços, seguranças privadas, e demais terceirizados que agravam ainda mais a dinâmica local. Povos Indígenas Monitorando Seus Territórios Isolados à própria sorte, povos indígenas da Amazônia criaram grupos de monitoramento da floresta que realizam incursões regulares na mata para literalmente expulsar invasores e desativar seus acampamentos ilegais de extração. Esses Guardiões da Floresta, como alguns são chamados, adentram a mata com estrutura necessária para passar dias em operação de monitoramento do seu território, algumas chegam a tomar 20 dias de incursão. Muitas das vezes essas operações acabam em disparos

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12 jul Deep Fakes: você sabe o que significa?

‘Deep fakes’ é a expressão usada para designar a nova geração de “fake news” que está crescendo com velocidade a jato na internet Victor Ribeiro Desde os aplicativos de celular tipo Snapchat, onde é possível mudar os rostos das pessoas, até os magos da inteligência artificial, o que mais se vê atualmente são memes com recursos de deep fakes viralizando nas redes sociais. E que recursos são esses? Trata-se do uso de ferramentas digitais (softwares e aplicativos) capazes de simular ações humanas, em vídeos, áudios e fotos, que na verdade não aconteceram. E com cada vez mais perfeição. Em alguns casos recriam vozes de pessoas com uma semelhança bizarra. Difícil de confirmar se é autêntica ou fake. Sendo muitas vezes necessário usar programas de biometria de voz. Se você se perguntou: como assim? Veja o exemplo cômico do vídeo abaixo. Nele o jornalista Brunno Sarttori inseriu o rosto do presidente Bolsonaro na cabeça do personagem Chapolim Colorado, mandando um salve pros Novaiorquines. Já é um clássico dos novos tempos! O que parece uma brincadeira para viralizar na internet, esconde por trás uma combinação de softwares para criar um sistema de simulação de movimento e sincronia labial, com um banco de dados que é alimentado com milhares de imagens-fonte, que podem ser usadas para recriar o rosto de uma pessoa falando algo que ela não disse, por exemplo. Criando a partir de uma base de imagens, um “aprendizado de máquina” que permite ao software desenvolver uma inteligência artificial e gerar comportamentos diversos para essas imagens. Como o próprio Brunno explica nesse

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10 jul Um usuário da plataforma criou um novo filtro de montagens para stories no instagram, veja como usar!

O Instagram é uma das redes sociais mais utilizadas no Brasil e vem investindo bastante em novos recursos, principalmente com os seus “adesivos”, que até trouxeram a possibilidade de adicionar músicas em suas Stories. Além deles, outra novidade implementada pelo Instagram há pouco tempo foi para os “filtros”, onde usuários podem disponibilizar até jogos para rodarem no app. Veja também:Vídeo: aprenda a usar o adesivo de bate-papo do InstagramComo pedir a recomendação de músicas no InstagramComo colocar música nas postagens do InstagramComo enviar uma imagem autodestrutiva no Direct do Instagram Se você não resiste a uma boa brincadeira e gosta de fazer montagens, gostará de saber que agora existe um filtro, que funciona como um verdadeiro pacote de memes. A seguir, veja como utilizar o filtro de pacote de memes do Instagram. Importante Assim como foi dito acima, diferente do que ocorre com os adesivos, os filtros do Instagram são disponibilizados por outros usuários. Desta forma, você só precisa ter o aplicativo da rede social atualizado para a sua última versão sem depender da função ser liberada. Como usar o pacote de memes do Instagram Utilizar o pacote de memes do Instagram acaba sendo uma tarefa bem simples, sendo bem similar a utilização de outros filtros. Confira: Abra o aplicativo do Instagram normalmente e procure pelo perfil do “igorsaringer”;   Ao entrar no perfil dele, toque em “FILTERS” e navegue pela seleção de filtros até encontrar o “Pack de memes de igorsaringer”; Agora, toque em um dos pacotes desejados conforme mostra a imagem abaixo e use a opção “Experimentar”; Na

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15 jun Brasil: Protestos em 23 estados e Distrito Federal

A greve geral de um dia, teve adesão ampla de dezenas de categorias e efetivamente sacudiu o país, com protestos massivos contra a reforma da previdência e os cortes na educação. Em Salvador por exemplo, 98% das frotas de ônibus não sairam das garagens, paralisando efetivamente a cidade. Em Porto Alegre 51 manifestantes foram detidos pela Polícia Militar, nos protestos ainda de manhã. Rio de Janeiro Cerca de 50 mil pessoas marcharam da Candelária em direção à Central do Brasil contra a reforma da previdência e os cortes na educação. Mas havia um cerco armado pelo exército e polícia militar em frente ao Pantheon de Caxias, sede do Comando Militar do Leste onde atua o General Braga Neto, comandante da Intervenção militar no Rio de Janeiro. O ato foi dispersado com muita violência, com uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo aleatoriamente contra a multidão, que tinha a presença de crianças e idosos. Como de costume, a PM do Rio saiu à caça aos manifestantes pelas ruas do centro. Em breve publicaremos outras cidades e demais relatos sobre os atos pelo Brasil.

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28 maio [RJ] Cinco policiais foram absolvidos no “Caso Providência” de 2015

O caso ficou conhecido em 2015 quando um vídeo filmado com celular por uma moradora, flagrou policiais colocando uma arma na mão de um jovem e efetuando dois disparos Eduardo Felipe tinha 19 anos e foi baleado em setembro de 2015 por policiais da UPP do Morro da Providência, zona central da cidade. O que seria “apenas mais um caso” de morte em confronto, imediatamente se tornou do conhecimento de todos, depois que viralizou nas redes sociais um vídeo, em quê os policiais apareciam colocando uma pistola na mão do jovem, já morto no chão, e efetuando dois disparos. Claramente para deixar vestígios de pólvora em sua mão, o que, segundo perícia forense, poderiam reforçar a versão policial de que Eduardo fora morto em confronto e que os agentes foram recebidos com tiros na região. Veja o Vídeo: Kit Flagrante A prática da Polícia Militar do Rio de Janeiro em alterar cenas de crimes é historicamente denunciada por ativistas e defensores de direitos das favelas da cidade. Os relatos e denúncas dão conta de situações que se tornaram corriqueiras. É morrer um jovem, e imediamente aparecem drogas, armas, rádio comunicadores e demais elementos em volta do corpo, que constrõe a narrativa que a mídia em geral repete: “policiais foram recebidos a tiros e revidaram” ou “suspeitos foram mortos em confronto”. O pessoal nas favelas chama de “kit flagrante’ e é com ele que policiais vão criar provas para seus depoimentos. Não são poucos os vídeos em que policiais aparecem carregando corpos enrolados em lençóis para dentro de viaturas e veículos

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13 maio #VídeoDaSemana: Vidigal – Rio de Janeiro

Após uma manhã de intensos tiroteios no Morro do Vidigal, zona sul do Rio, um vídeo de celular de um morador repercutiu nas redes sociais Nele aparecem policiais militares colocando um homem ferido na caçamba da viatura, enquanto disparos são efetuados. Ao final do vídeo um policial militar intimida o morador que estava efetuando a filmagem que imediatamente deixa de filmar.                   O celular se tornou uma ferramenta fundamental no contexto das favelas do Rio de Janeiro. É ele que expõe o cotidiano de violência e medo que assola a população mais pobre da cidade. E frequentemente vemos policiais intimidando e ameaçando moradores que usam seus smartphones para gravar os abusos que presenciam em suas comunidades. Para saber como usar seu celular para defesa de direitos Clique aqui . E saiba como defender o seu direito de filmar clicando aqui . Veja o vídeo repercutido nas redes sociais e imprensa.    

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13 maio #R2R – coletivos de todas as regiões do Brasil se reúnem em Niterói – RJ pelo #direitodefilmar

Cerca de 35 integrantes de grupos de comunicação e direitos humanos de todas as regiões do país, se reuniram para discutir estratégias de uso do vídeo para defesa de direitos O encontro #R2R – Pelo Direito de Filmar – contou com representantes de Belém, Santarém, Fortaleza, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasilía e Porto Alegre. Todos comunicadores e defensores de direitos em suas regiões. Ao longo de 4 dias de atividades os participantes puderam compartilhar experiências locais de uso do vídeo como ferramenta de luta social, e participar de atividades de formação da WITNESS, para qualificar suas capacidades. No primeiro dia grupos do Rio de Janeiro e São Paulo, que usam o vídeo para documentar a violência policial no contexto da “guerra às drogas” nas favelas e periferias, compartilharam suas práticas e experiências. Grupos como Coletivo Papo Reto, Defezap, Redes da Maré, Data Labe, Craco Resiste e Tulipa Negra, mostraram seus vídeos e ações locais, e foram acompanhandos pelo NUDEDH (Núcleo de Defesa de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio de Janeiro), que comentou também sobre o crescente risco ao direito de filmar. No segundo, foi a vez da região Norte mostrar como os grupos estão usando a mídia e o audiovisual para apoiar as lutas das comunidades na Amazônia, com apresentações da Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia, Coletivo Jovem Tapajônico, CIMI e Greenpeace. E também a região Nordeste, que  esteve representada pela Rede Rocheda, que em Fortaleza usa o vídeo para documentar e fomentar as expressões culturais periféricas e elevar a auto estima de suas

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26 mar Rio de Janeiro: A rotina de violência policial e os vídeos de celular

Segunda-feira (25) mais um vídeo de violência policial viralizou nas redes sociais. Mais uma vez a polícia militar do Rio de Janeiro encenando seu papel no espetáculo da violência diária Um policial do 17º BPM aparece em um vídeo de celular ameaçando moradores e disparando para o alto, na localidade conhecida como Vila Joaniza, Ilha do Governador – zona norte do Rio. As imagens são de sábado passado (23), ao fim de uma operação. Moradores alegaram no momento que um dos baleados era um trabalhador inocente, sem envolvimento com o tráfico, e portanto exigiam que o socorro fosse chamado prontamente. Diante da indiferença policial, moradores se manifestaram contra os policiais. Um dos policiais é registrado em vídeo dizendo: “Fica de graça mesmo, filho da p*. Fica de graça. Tá pensando o quê? Acabou a bagunça nessa p*. Vai tomar no c*”, depois de atirar para o alto. O policial é flagrado subindo no estribo da viatura policial, efetuando um disparo de fuzil com apenas uma das mãos, colocando a vida de dezenas de inocentes e crianças em perigo e ainda finaliza com uma ameaça: “Você vai ser o próximo”. Banal X Brutal? O massacre diário a quem vêm sendo submetidos os moradores de favelas do Rio de Janeiro, no meio do fogo cruzado da dita “guerra às drogas” parece conformar um círculo vicioso que não tem fim. Em geral, a mesma fórmula: tipo suspeito, auto de resistência, mais uma morte justificada pela corporação policial e pela imprensa, mais alguns vídeos nas redes sociais. E amanhã é outro dia, e já teremos

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21 fev Amazônia: A luta indígena pela proteção de suas terras

Diversas lideranças, organizações ambientais e de direitos humanos se reuniram em Manaus para pensar estratégias de proteção dos territórios e populações indígenas da região O presidente eleito Jair Bolsonaro do PSL nunca economizou nas palavras para atacar as conquistas históricas dos povos indígenas do Brasil. Já em campanha antecipava os retrocessos que seu governo pretende promover, e em seus primeiros dias de governo já efetivou mudanças nos ministérios e na FUNAI, que por fim desenham um cenário de agravamento da situação que já enfrentam esses povos na proteção de suas terras. Povos Guajajara, Karipuna, Wapixana, Kaapor, sindicatos de trabalhadores rurais, além de organizações de proteção ambiental e de direitos estiveram reunidas por dois dias em Manaus para discutir a implementação do projeto “All Eyes On Amazon” – Todos Os Olhos Na Amazônia. Que visa promover uma série de atividades de formação, monitoramento e comunicação para proteção e garantia dos direitos dos povos indígenas sobre seus territórios. As lideranças apresentaram as problemáticas que enfrentam, como extração de madeira, caça e pesca ilegais, além da invasão de suas terras para plantio de maconha, e todas as ameaças e ataques que sofrem por parte do estado e da iniciativa privada, por serem intransigentes na proteção de suas áreas. Escute o podcast que produzimos com a Rádio Mutirão com entrevistas e comentários desses participantes.

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22 dez Não é o mais seguro, mas todo mundo usa – WhatsApp

Agradecemos a Gabriela Ivens, bolsista da WITNESS-Mozilla, por contribuir com a seção sobre backups na nuvem e a todos os parceiros da WITNESS e defensores dos direitos humanos que compartilharam experiências de uso do WhatsApp que foram fonte deste artigo.  “WhatsApp, WhatsApp? ”, Ativistas e jornalistas de todo o mundo usam o WhatsApp para se  comunicar e compartilhar mídia e informações relacionadas aos direitos humanos.  Embora o WhatsApp não seja, necessariamente, a opção mais segura, achamos extremamente importante compartilhar dicas de redução de danos para esse aplicativo. O WhatsApp é incrivelmente popular, tem criptografia de ponta a ponta, e, às vezes, é até mesmo gratuito ou muito barato nos pacotes de dados móveis oferecidos pelas operadoras de telefonia em muitos países. Mas o WhatsApp não tem alguns recursos importantes, conforme discutiremos abaixo ─ e, se você não estiver fazendo o uso correto deste app, pode estar colocando a si mesmo e aos outros em risco. Você ainda usa o WhatsApp? Então deve usá-lo da forma mais segura possível. O WhatsApp tem uma criptografia de ponta a ponta ativa para indivíduos e grupos. Isso significa que o conteúdo das mensagens só pode ser lido por quem os escreve e por quem os recebe e não por qualquer intermediário – nem mesmo por qualquer agente público ou privado, que possa fazer pedido legal ao WhatsApp para ter acesso aos seus dados. No entanto, existem muitos meios dessa criptografia falhar. Segurança é um problema da comunidade Em primeiro lugar, independente do quanto você cuide da sua segurança, você também está confiando na segurança

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