News and Events

31 mar Deepfakes e abuso digital: combatendo a violência de gênero facilitada pela tecnologia

WITNESS submete recomendações ao Comitê Consultivo do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a questão da violência de gênero facilitada pela tecnologia Texto escrito originalmente em inglês Março é um mês para celebrar as conquistas e lutas das mulheres, mas também um momento para reconhecer as ameaças digitais que continuam a afetá-las de forma desproporcional. Desde o vazamento de imagens íntimas sem consentimento, deepfakes abusivos até o assédio impulsionado por algoritmos, a violência de gênero facilitada pela tecnologia (TFGBV, na sigla em inglês) compromete a igualdade de gênero, a liberdade de expressão e a segurança pessoal. Para enfrentar de forma urgente esse tipo de violência, a WITNESS apresentou recomendações ao Comitê Consultivo do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) como parte de seu estudo sobre o tema. O texto destaca lacunas no atual quadro internacional de direitos humanos e oferece estratégias concretas para fortalecer as respostas globais à violência de gênero digital, com base em anos de trabalho com tecnologia e comunidades vulneráveis em todo o mundo. Desde 2018, a WITNESS realiza consultas presenciais globais com jornalistas, tecnólogos, líderes comunitários e outros atores de direitos humanos. Durante essas conversas, a violência sexual e de gênero impulsionada por inteligência artificial (IA) foi identificada como uma das ameaças mais urgentes em várias regiões, como o Sudeste Asiático, África e América Latina. O uso indevido de inteligência artificial generativa para criar deepfakes sexuais não consensuais de pessoas comuns já é uma realidade. Deepfakes que retratam líderes e ativistas femininas em situações comprometedoras ou falsas podem ser usados para

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13 jan Meta, precisamos de mais formas de combater a desinformação (não menos) na era dos deepfakes e da IA

Texto original em inglês A recente decisão da Meta de permitir mais discursos de ódio e conteúdos nocivos sob o pretexto de liberdade de expressão, assim como de eliminar a checagem de fatos no Facebook, Threads e Instagram, representa um retrocesso significativo. Esse posicionamento coloca em risco comunidades marginalizadas e vulneráveis, além de agravar os riscos emergentes da IA (inteligência artificial).  “Embora a checagem de fatos não seja uma solução mágica para resolver disputas sobre o que é falso, ela é uma parte crucial na defesa da informação, na responsabilização dos poderosos e no combate à confusão entre verdade e mentiras. Embora decisões de moderação de conteúdo possam falhar, mais frequentemente elas são voltadas para prevenir danos e ódio, além de fornecer informações às pessoas para que possam julgar por si mesmas o conteúdo que consomem. Ainda precisamos que as plataformas se responsabilizem e que haja uma moderação de conteúdo fundamentada em realidades globais e direitos humanos. Na era emergente da IA, essa necessidade é maior do que nunca”, afirma Sam Gregory, diretor executivo da WITNESS. A decisão da Meta reflete um desprezo pelas vozes e necessidades das pessoas mais impactadas pelas ameaças que ela representa. Comunidades marginalizadas e vulneráveis costumam ser as primeiras e mais profundamente afetadas por informações enganosas e falsas, discursos de ódio e censuras reais e coercitivas por parte de seus governos. Pessoas e grupos parceiros da WITNESS em Mianmar conhecem bem essa realidade, assim como as comunidades imigrantes e LGBTQIA+ nos EUA e globalmente. Em vez de criar mecanismos para amplificar como essas comunidades vulneráveis,

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19 jul Quatro ferramentas para organizar um catálogo de acervos de vídeos de direitos humanos

  Escrito por Ines Aisengart Menezes e Yvonne Ng Na WITNESS, uma pergunta comum que ouvimos de ativistas e lideranças comunitárias que apoiamos na preservação audiovisual é “Que ferramenta de banco de dados devo usar para gerenciar meus vídeos?”. É uma pergunta complicada, porque não existe uma única resposta correta. Normalmente, nossa resposta é: “depende!” Muitos fatores podem influenciar sua escolha de ferramenta de catalogação ou banco de dados – custo, requisitos técnicos, envolvimento da comunidade, recursos de colaboração, usabilidade, acessibilidade, suporte, treinamento, sustentabilidade, segurança e privacidade para dados confidenciais. Abaixo, iremos comparar quatro ferramentas de catalogação que usamos anteriormente em nossos projetos, de acordo com vários fatores-chave. Esses exemplos estão longe de todas as opções disponíveis e podem não ser os mais adequados para você, por isso encorajamos que você também examine outras ferramentas. Lembre-se, não importa qual ferramenta você escolha, a chave para construir um catálogo eficaz é ter um bom modelo de dados – ou seja, a maneira como você estrutura seu banco de dados, os elementos/campos que você usa e como eles se relacionam entre si. Isso se aplica, quer você esteja usando um programa de banco de dados complicado ou uma planilha simples. Também é importante documentar seu modelo de dados em um dicionário de dados para garantir que a catalogação seja realizada de forma consistente e correta e para ter uma estratégia para incorporar a catalogação em seu fluxo de trabalho. Para obter mais dicas sobre como estruturar dados, confira nosso Guia de Ativistas para Arquivamento de Vídeos . Uwazi  Uwazi é um programa

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06 jun Witness realiza oficina sobre organização de acervos audiovisuais

Com o objetivo de compartilhar noções teóricas básicas sobre gestão de informações, catalogação e metadados para a organização de acervos audiovisuais na plataforma Tainacan, a Witness oferecerá uma oficina online e gratuita durante os dias 27 de junho, 3 e 10 de julho, das 19h às 21h. Nos encontros, também serão feitos exercícios práticos para que as pessoas que participarem possam instalar e criar uma coleção no Tainacan com configuração básica de metadados, filtros e formulário para submissão externa. As inscrições para participar podem ser feitas por aqui. A oficina é voltada para ativistas, coletivos e movimentos sociais que possuem acervos ou pretendem estruturar um. O Tainacan é uma plataforma de software livre para a criação de repositórios de acervos digitais em WordPress, desenvolvida pelo Laboratório de Inteligência de Redes da UNB (Universidade de Brasília), com o apoio da UFG (Universidade Federal de Goiás), do  IBICT (Instituto Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) e Ibram (Instituto Brasileiro de Museus). A oficina será ministrada por Ines Aisengart Menezes, preservacionista audiovisual, coordenadora do programa de Arquivos da WITNESS  e Diretora-Técnica da ABPA (Associação Brasileira de Preservação Audiovisual) no biênio 2022-2024. Ines trabalhou na Cinemateca Brasileira de 2016 a 2020, atuou como especialista em acesso digital no Eye Filmmuseum (2014-2016) e desde 2019 leciona sobre cinema e preservação audiovisual.   Oficina de Tainacan – gratuita e online, pela plataforma zoom Data: 27/06, 03/07 e 10/07 – das 19h às 21h Inscreva-se!

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24 maio Pesquisa da Witness aponta desafios e oportunidades para a preservação audiovisual

  Texto original escrito por Yvone Ng e Ines Aisengart Menezes, tradução e adaptação de Jéssica Ribeiro Uma parte fundamental do trabalho da WITNESS é ajudar ativistas a arquivar e a preservar seus vídeos para que possam ser usados ​​para promover ações em defesa dos direitos humanos. Ao longo dos anos, temos ouvido consistentemente de parceiros e colegas sobre o desafio de incluir a preservação audiovisual entre as suas atividades, e que nossas orientações, como o Guia de Ativistas para Arquivamento de Vídeos, têm sido recursos importantes. Por conta disso, lançamos uma pesquisa global para perguntar a ativistas, movimentos sociais, organizações, coletivos e pessoas defensoras de direitos humanos sobre suas necessidades e práticas de preservação audiovisual. O objetivo é compreender os desafios atuais e ter informações para oferecer orientações mais adequadas.  Com o apoio da nossa equipe de comunicação regional, estamos entendendo melhor as especificidades e desafios de diferentes localidades. A pesquisa segue aberta (clique aqui para participar), e já teve a contribuição de 28 pessoas que destacaram seus aprendizados e desafios para a preservação audiovisual.  Abaixo, está um resumo das informações que recebemos até o momento:  Quem participou da pesquisa e o que essa pessoa está criando ou coletando? Todas as pessoas que participaram coletam materiais audiovisuais em uma ampla variedade de formatos e tipos, como vídeo, áudio, fotografias, mídias sociais, entrevistas, transmissões ao vivo e mensagens instantâneas. Alguns participantes também criam seus próprios materiais audiovisuais. Uma gama muito diversificada de questões de direitos humanos está representada nos materiais coletados, incluindo meios de comunicação sobre a defesa da água

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