26 mar Rio de Janeiro: A rotina de violência policial e os vídeos de celular

Segunda-feira (25) mais um vídeo de violência policial viralizou nas redes sociais. Mais uma vez a polícia militar do Rio de Janeiro encenando seu papel no espetáculo da violência diária Um policial do 17º BPM aparece em um vídeo de celular ameaçando moradores e disparando para o alto, na localidade conhecida como Vila Joaniza, Ilha do Governador – zona norte do Rio. As imagens são de sábado passado (23), ao fim de uma operação. Moradores alegaram no momento que um dos baleados era um trabalhador inocente, sem envolvimento com o tráfico, e portanto exigiam que o socorro fosse chamado prontamente. Diante da indiferença policial, moradores se manifestaram contra os policiais. Um dos policiais é registrado em vídeo dizendo: “Fica de graça mesmo, filho da p*. Fica de graça. Tá pensando o quê? Acabou a bagunça nessa p*. Vai tomar no c*”, depois de atirar para o alto. O policial é flagrado subindo no estribo da viatura policial, efetuando um disparo de fuzil com apenas uma das mãos, colocando a vida de dezenas de inocentes e crianças em perigo e ainda finaliza com uma ameaça: “Você vai ser o próximo”. Banal X Brutal? O massacre diário a quem vêm sendo submetidos os moradores de favelas do Rio de Janeiro, no meio do fogo cruzado da dita “guerra às drogas” parece conformar um círculo vicioso que não tem fim. Em geral, a mesma fórmula: tipo suspeito, auto de resistência, mais uma morte justificada pela corporação policial e pela imprensa, mais alguns vídeos nas redes sociais. E amanhã é outro dia, e já teremos

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21 fev Amazônia: A luta indígena pela proteção de suas terras

Diversas lideranças, organizações ambientais e de direitos humanos se reuniram em Manaus para pensar estratégias de proteção dos territórios e populações indígenas da região O presidente eleito Jair Bolsonaro do PSL nunca economizou nas palavras para atacar as conquistas históricas dos povos indígenas do Brasil. Já em campanha antecipava os retrocessos que seu governo pretende promover, e em seus primeiros dias de governo já efetivou mudanças nos ministérios e na FUNAI, que por fim desenham um cenário de agravamento da situação que já enfrentam esses povos na proteção de suas terras. Povos Guajajara, Karipuna, Wapixana, Kaapor, sindicatos de trabalhadores rurais, além de organizações de proteção ambiental e de direitos estiveram reunidas por dois dias em Manaus para discutir a implementação do projeto “All Eyes On Amazon” – Todos Os Olhos Na Amazônia. Que visa promover uma série de atividades de formação, monitoramento e comunicação para proteção e garantia dos direitos dos povos indígenas sobre seus territórios. As lideranças apresentaram as problemáticas que enfrentam, como extração de madeira, caça e pesca ilegais, além da invasão de suas terras para plantio de maconha, e todas as ameaças e ataques que sofrem por parte do estado e da iniciativa privada, por serem intransigentes na proteção de suas áreas. Escute o podcast que produzimos com a Rádio Mutirão com entrevistas e comentários desses participantes.

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16 fev Eric Garner e Pedro Gonzaga: 2 homens negros enforcados diante das câmeras

O que Eric Garner de Nova York tem a ver com Pedro Henrique Gonzaga do Rio de Janeiro? Vito Ribeiro – Program Manager WITNESS Brasil Dia 14 de fevereiro mais um vídeo gravado por celular viralizou nas redes sociais e indignou a população do Rio de Janeiro. Nele se vê um segurança particular do Supermercado Extra – Barra da Tijuca (rede de supermercados que pertence ao Grupo Pão de Açúcar) cometendo um assassinato brutal diante dos clientes e funcionários do mercado. Pedro Henrique Gonzaga de 19 anos, ainda foi socorrido no próprio chão do mercado Extra, que segundo sua mãe e seu padrasto em depoimento à delegacia: “teria problemas mentais e era usuário de drogas”. Pedro não resistiu ao tempo de sufocamento a que foi submetido pelo segurança, e morreu de parada respiratória ao chegar no hospital. O assassino, Davi Ricardo Moreira trabalha para a empresa de segurança privada Group Protection, que presta serviço a diversos estabelecimentos da cidade, foi preso em flagrante no mesmo dia, mas a noite foi liberado após pagar fiança. A empresa alegou que o jovem estava tentando roubar o mercado e na luta corporal com o segurança teria tentado retirar a arma do funcionário. Fato que até agora não se comprovou nem pelos vídeos que foram divulgados, nem pelos primeiros depoimentos coletados em sede policial. O caso nos remeteu diretamente ao assassinato de Eric Garner 43 anos, que em 2014 foi enforcado por um policial em Staten Island – Nova York até a morte. Eric foi acusado de estar vendendo cigarros a varejo na rua, e quando

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22 dez Não é o mais seguro, mas todo mundo usa – WhatsApp

Agradecemos a Gabriela Ivens, bolsista da WITNESS-Mozilla, por contribuir com a seção sobre backups na nuvem e a todos os parceiros da WITNESS e defensores dos direitos humanos que compartilharam experiências de uso do WhatsApp que foram fonte deste artigo.  “WhatsApp, WhatsApp? ”, Ativistas e jornalistas de todo o mundo usam o WhatsApp para se  comunicar e compartilhar mídia e informações relacionadas aos direitos humanos.  Embora o WhatsApp não seja, necessariamente, a opção mais segura, achamos extremamente importante compartilhar dicas de redução de danos para esse aplicativo. O WhatsApp é incrivelmente popular, tem criptografia de ponta a ponta, e, às vezes, é até mesmo gratuito ou muito barato nos pacotes de dados móveis oferecidos pelas operadoras de telefonia em muitos países. Mas o WhatsApp não tem alguns recursos importantes, conforme discutiremos abaixo ─ e, se você não estiver fazendo o uso correto deste app, pode estar colocando a si mesmo e aos outros em risco. Você ainda usa o WhatsApp? Então deve usá-lo da forma mais segura possível. O WhatsApp tem uma criptografia de ponta a ponta ativa para indivíduos e grupos. Isso significa que o conteúdo das mensagens só pode ser lido por quem os escreve e por quem os recebe e não por qualquer intermediário – nem mesmo por qualquer agente público ou privado, que possa fazer pedido legal ao WhatsApp para ter acesso aos seus dados. No entanto, existem muitos meios dessa criptografia falhar. Segurança é um problema da comunidade Em primeiro lugar, independente do quanto você cuide da sua segurança, você também está confiando na segurança

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19 nov 3 dicas para aumentar o envolvimento do público durante as transmissões ao vivo no Facebook

Transmissão ao vivo é um dos formatos de conteúdos que mais gera engajamento na Internet. Parece que é só receber a notificação dizendo que alguém está ao vivo para nascer aquela vontade quase incontrolável de clicar na notificação e conseguir acompanhar uma história, no imediato momento em que ela acontece. O MobilizaJá (Mobil-Eyes-Us, em inglês) explora esse potencial de mobilização e participação que as transmissões ao vivo possuem. A partir das ações individuais e coletivas, que podem ser tomadas pelo público, esta iniciativa pesquisa, estimula e apoia transmissões ao vivo de mídias comunitárias no Brasil e nos Estados Unidos. O objetivo é sempre tornar as pessoas partes ativas das transmissões que assistem, permitindo que elas demonstrarem solidariedade e tomem ações concretas, como foi feito, por exemplo, no projeto piloto durante as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Além disso, nós acompanhamos, pelo menos, 18 transmissões ao vivo feitas por ativistas do Rio de Janeiro e de favelas de outras cidades do Brasil nos protestos, marchas e até streamings com evidências sobre violações de direitos. Com base nas experimentações que fizemos no aplicativo Mobil-Eyes-Us, compartilharemos uma série de dicas e boas práticas que funcionaram e possuem boas possibilidades de gerar engajamento. Neste primeiro post, iremos abordar a preparação do streaming, o momento anterior à transmissão em si. Então, chega de história e vamos às dicas:   DICA 1 – Defina com antecedência o horário de sua transmissão. Se você está planejando transmitir uma sessão previamente agendada, separe um tempo para se planejar e permitir também que seu público se planeje

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